Rota Márcia Prado

Márcia Prado na descida da "Manu" - rota que hoje leva o seu nome

Márcia Prado na descida da “Manu” – rota que hoje leva o seu nome

Este é um bom caminho para quem quer começar a viajar de bicicleta, saindo de São Paulo e chegando ao litoral paulista (Santos). Já bastante conhecida entre cicloturistas, cicloativistas e os demais ciclo-qualquer-coisa, a rota foi criada pelo Instituto CicloBR em 2009, em homenagem a ciclista Marcia Prado, atropelada e morta por um motorista de ônibus no mesmo ano na avenida Paulista. Esta foi a última ciclo-viagem realizada por Marcia antes do trágico “acidente” (entre aspas, pois sua vida foi subtraída de forma criminosa e não acidental), por isso o trajeto leva o nome da ativista. A descida também foi apelidada de “Manu” por seus usuários. O nome é uma abreviação de Estrada de Manutenção, já que ela é utilizada pela empresa que detém a concessão das rodovias Imigrantes e Anchieta.

Constelation - bikezinha de supermercado na descida da Manu. Pode isso Arnaldo?

Constelation – bikezinha de supermercado na descida da Manu. Pode isso Arnaldo?

O percurso começa no bairro do Grajaú, Zona Sul de São Paulo, passa pela Ilha Bororé, Itaquaquecetuba, acessa a Rodovia dos Imigrantes, o Parque Estadual da Serra do Mar e chega até Cubatão, de onde segue para Santos. Este trajeto tem aproximadamente 80km, mas pode chegar a 100, se você considerar o lado da ciclovia da Marginal Pinheiros oposto à estação Grajaú da CPTM como ponto de partida. Se você optar por fazer o percurso aos domingos, poderá pegar o trem com sua magrela e descer na estação Grajaú. Nos demais dias da semana a bicicleta é proibida de entrar no trem, exceto aos sábados a partir das 14hs (não recomendo pois o tempo fica escasso para descer). Outra opção é acessar o Parque Estadual da Serra do Mar direto pela rodovia dos Imigrantes, numa saída atrás do antigo rancho da Pamonha (atualmente existe no local apenas uma área de descanso de caminhões), ou pelo km53 (a mesma saída de quem acessa a Imigrantes pelo caminho tradicional). Vale lembrar que a Polícia Rodoviária pode encher o seu saco por pedalar na Imigrantes, por isso, todo cuidado é pouco (embora o CTB determine que o trânsito de bicicletas é livre nas rodovias, com prioridade sobre os demais veículos, muitas delas tem placas proibindo a circulação de magrelas e os homens da lei são instruídos a não permitir nossa passagem).

Ao descer na estação Grajaú, você deverá pegar a avenida Da. Belmira Marin, em direção ao Jardim Shangrilá. Na dúvida você pode perguntar pela balsa para a Ilha Bororé, os moradores do bairro saberão indicar o caminho. Atravessada a balsa, que não tem custo para ciclistas, você irá percorrer toda a Ilha, no meio da Billings, e pegar uma nova Balsa (conhecida como II – dois), que dá acesso à Itaquaquecetuba. Esta parte do percurso é de terra e passa por uma região pouco habitada, portanto, nada de brincadeira: se você está fazendo o caminho pela primeira vez tente ir acompanhado e preste atenção no percurso. Acredite, você não vai querer se perder por ali! A região é muito bonita e cheia de verde, porém se escurecer você não terá onde se abrigar caso seja necessário.

Esta estrada se chama Estrada de Itaquaquecetuba. Você irá seguir nela até a Estrada do Rio Acima, que da acesso a Estrada do Matarazzo. Seguindo pela Estrada do Matarazzo finalmente você irá chegar numa picada, que da acesso à Rodovia dos Imigrantes. O Instituto CicloBR disponibilizou o mapa da rota no bikely, então você pode acessar o link e ver o que estou escrevendo: Rota Marcia Prado.

A partir da Imigrantes você irá pedalar mais aproximadamente 17km pela Rodovia, pegar uma pequena saída a direita (km 53) e acessar o Parque Estadual. Preste atenção pois não existe placa indicativa da entrada do parque. Ao acessar essa pequena entrada e iniciar a descida, você poderá ver indicações do caminho na forma de pequenas bicicletas desenhadas no asfalto. Agora basta seguir as biciletinhas e você chegará a Cubatão. A descida é toda asfaltada, porém a humidade da serra faz com que seu percurso seja extremamente liso e perigoso, uma vez que não há muros de contenção ou qualquer limite fisico entre você e o barranco!

Agora é só aproveitar a vista e curtir o verde!

Chegando em Cubatão você irá passar pela refinaria da Petrobrás e por meio de ciclovias e caminhos bem agradáveis até Santos. Uma vez feito o caminho, você irá querer repeti-lo sempre. Aproveite!

Para quem não se sente à vontade para descer por si só, todos os anos em meados de dezembro a CicloBR organiza a descida da Rota Cicloturística Márcia Prado. Na primeira edição foram entre 500 e 800 ciclistas. Em 2012 estima-se que esse número tenha chegado a 10 mil, em um só dia! Olha só no link da Renata Falzoni

http://espn.estadao.com.br/post/298380_rota-marcia-prado-um-ato-de-cidadania

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