Mogi-Bertioga, uma péssima idéia!

Uma das piores alternativas para descer pro litoral paulista é a Mogi-Bertioga!

Após descer para a baixada santista pela estrada de manutenção da Imigrantes algumas vezes (Rota Márcia Prado ou Manu, como preferir), para Santos e Guarujá, resolvi ir até Juquehy, a convite da inestimável amiga Lud Valverdes. Nessa ocasião, resolvemos inovar. Ao invés do caminho tradicional, optamos por um caminho novo, pelo menos para mim. Ele se mostrou mais complexo e exige alguns cuidados que listarei abaixo.

O pedal não é muito extenso, ao todo são pouco mais de 50km de rolê, considerando a saída de Mogi das Cruzes e chegada em Juquehy. O primeiro trecho, de São Paulo a Mogi, pode ser feito de trem (aos sábados após as 14hs e aos domingos a bike está liberada para entrar no trem), ou de ônibus. Para quem está começando, sugiro fazer esta etapa assim, o que economiza tempo e possibilita fazer a segunda etapa durante o dia e com calma.

Mogi_Juquehy

A escolha da data e horário também são muito importantes: a Mogi-Bertioga praticamente não tem acostamento, logo, um dia de pouco movimento na descida para o litoral é fundamental!! Escolhemos o sábado da Páscoa, já que nesse dia a maioria das pessoas estaria subindo a serra – e saímos bem cedo (as 7h00).

Até aí tudo bem, trecho com retas e um pseudo-acostamento

Até aí tudo bem, trecho com retas e um pseudo-acostamento

A Mogi-Bertioga praticamente não tem acostamento, então boa parte da descida é feita pela pista mesmo. Se possível, procure descer com um grupo grande de ciclistas, dessa forma uns dão cobertura aos outros e garantem uma descida tranquila e segura. Se não for possível, fique atento quando um veículo se aproximar – PELO AMOR DE DEUS, NÃO DESÇA PELA CONTRA-MÃO!!!

Outra dica importante  e que eu sempre digo é: faça o caminho com calma. Aproveite para apreciar a vista e conhecer o lugar por onde você está passando. Ao fazer estas pequenas bike-trips você irá perceber uma coisa: a viagem não é apenas o destino, e sim o caminho! (se você quisesse chegar logo iria de carro, certo?).

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, durante a descida para o litoral existem algumas subidas, o que faz com que a viagem não seja assim tão rápida. Fizemos algumas paradas, para beber água, comer algo ou mesmo descansar e tirar fotos. A idéia era curtir o rolê, e não apenas chegar na praia! Eu escrevi no título desse rolê que foi uma péssima idéia, e aqui eu explico. Éramos apenas 2 ciclistas, eu e a Lud, e na descida da serra tem apenas uma pista no sentido litoral. O que poderia ser um acostamento, era na verdade apenas uma grande valeta, que está sempre lotada de calotas de roda de carro, restos de para choque arrebentado, pedaços de pneus de caminhão e muito lixo! É impossível transitar por ali, o que te obriga a descer pela pista. É perigoso ir sozinho, mas com um grupo grande até que rola!

Sem pressa, aproveite o rolê para curtir a paisagem

Sem pressa, aproveite o rolê para curtir a paisagem

Já na Rio-Santos, sentido Norte

Já na Rio-Santos, sentido Norte

Após descer a serra, chegamos ao trecho da baixada….praticamente todo plano, com um ou outro morro. Fizemos uma boa parada na Riviera, que tem uma estrutura legal pra comer, descansar, calibrar os pneus (se for preciso) e continuar a viagem.A Rio-Santos tem um acostamento bem bacana…tranquilo de pedalar. Nessa parte o grande problema é o vento contra….ele segura legal a bike e acaba exigindo um pouco mais de esforço. Dependendo do horário…o sol na cabeça pode ser chato. Um protetor solar ajuda bastante!

Enfim Juquehy! Uma boa dica, se você tiver tempo e disposição, é logo que passar a Boracéia entrar na Juréia. Lá da pra fazer o caminho por uma estradinha de terra, meio esburacada, até a Barra do Una. Por dentro da Barra do Una chegamos em Juquehy, onde colocamos nosso pé na areia e finalizamos com uma cervejinha gelada – mais do que merecida!

Ah…..se você quiser voltar tranquilo, dá pra pegar um ônibus que passa em Juquehy mesmo, direto pra São Paulo. Existem duas opções, você pode se informar na padaria bem em frente ao ponto de ônibus, na estrada. Só cuidado se for deixar a bike amarrada por lá – em Juqhey, assim como em muitos lugares na baixada, bikes são objeto de desejo.

Have a nice trip! Beijos e abraços!

Vista a partir do mirante entre barra do Una e Juquehy

Vista a partir do mirante entre barra do Una e Juquehy

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5 responses to “Mogi-Bertioga, uma péssima idéia!

  1. Queria fazer o trajeto de bike com um amigo, mas inicialmente iriamos para santos. Acabamos desistindo pelo altos índices de roubo naquele região. Vc recomenda fazer a substituição por essa rota?

    • Olá, Cleyton, beleza? Cara, sinceramente a melhor rota de bicicleta para Santos é a Manu (descida de Manutenção da Imigrantes-Anchieta, também conhecida como Rota Marcia Prado). A Mogi-Bertioga é meio sinistra em alguns trechos, pois não tem acostamento e você ou pedala no meio da pista – com uma única faixa de rolamento em alguns trechos, ou na valeta. Dá pra ir, mas se o seu destino é Santos, prefiro mil vezes a Manu!!!! É muito mais bonita, tranquila e agradável. Tem que ficar esperto com assalto sim, principalmente lá embaixo, quando você já está na baixada. Em uma das descidas da Rota Marcia Prado, acho que foi uma das primeiras, tinha cerca de 800 ciclistas e mesmo assim houve relatos de assaltos. Mas nenhuma novidade para quem pedala em SP não é? Vai na fé, com cautela na descida (que escorrega mesmo!!!) que você vai adorar!!!

    • Junior, eu já me acostumei com a Mogi e acredito que dá para fazer uma descida segura, mas não recomendo para iniciantes, especialmente se estiverem sozinhos ou em grupos pequenos. Já a Manu é bem mais tranquila, embora os relatos de assaltos sejam cada vez mais constantes. Eu particularmente nunca sofri com isso, mas quando desço por lá procuro sair da Manu um pouco antes e não passar pela cancela da estrada parque, que vai dar na refinaria da Petrobrás e depois em Cubatão. Ao invés disso pego uma saída que chega na Imigrantes logo depois do túnel. Dali vou meio que na louca…

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