Santiago de Compostela – O Caminho Francês

Caminho de Santiago de Compostela - Caminho Francês

Uma das rotas de peregrinação mais tradicionais do mundo

Utilizando a mesma estratégia que adotei ao passar por Zaragoza, me programei para apenas atravessar a cidade de Logroño e assim evitar maiores despesas e a grande aglomeração de peregrinos. Ali, após alguns dias pedalando pelo Caminho Catalão, eu me juntaria ao Caminho Francês, possivelmente a rota de peregrinação mais conhecida e concorrida do mundo. Chegando em Logroño minha parada foi no centro de apoio ao peregrino para adquirir algumas informações como mapas, indicações das distâncias e dos albergues ao longo do curso, para depois seguir viagem.

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Em Logroño, monumento aos peregrinos

Antes de sair do Brasil adquiri os mapas rodoviários dos países por onde passaria, já que eu não viajo com GPS. Já que são muito grandes estes mapas não possuem muitos detalhes, o que me fez recorrer aos centros de informações turísticas sempre que entrava em uma nova região. O fato de ser uma ferramenta muito eficiente torna o GPS uma espécie de prisão – toda vez que você precisa de orientação recorre a ele e consegue a informação prontamente. O problema? A bateria pode ser uma chatice para quem acampa, já que tem de ser recarregada com frequencia; a preocupação com o equipamento é outra encheção, medo de furto, de danos, etc; mas a questão principal está na dinâmica da viagem propriamente dita: sem o GPS, em caso de dúvida, você recorre às pessoas, ao seu cérebro, ao estudo e planejamento, fatores que vão enriquecer muito mais sua viagem e sua vida. Com o equipamento, por outro lado, os acessos às pessoas, suas culturas e ao ambiente ficam reduzidos, na minha opinião causando enorme prejuízo à sua experiência de viajante.

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As tradicionais setas amarelas indicando o Caminho

A partir de Logroño segui as indicações do caminho para pedestres e já sentia o baque de pedalar acompanhado de tantos outros turistas, ciclistas ou caminhantes. Fazia mais de 6 meses que estava viajando sozinho de bicicleta e podia contar nos dedos de uma mão as vezes que alguém seguiu ao meu lado. Agora a situação era diferente, já que praticamente todos os peregrinos com quem cruzei o caminho me cumprimentavam: Buen camino, diziam, e eu obviamente respondia. Fui contagiado por um sentimento muito bom e estava relamente feliz de ver pessoas do mundo todo, de todas as idades e em grande número caminhando para Santiago. Vez ou outra essa sensação era substituída por uma certa angústia, já que com o número elevado de peregrinos os albergues estavam sempre cheios e a incerteza de encontrar um bom lugar para dormir incomodava. Minha sorte é que eu carregava comigo minha barraca, saco de dormir e todo o equipamento de camping, que me deram muito mais liberdade no meu deslocamento. Com estes acessórios eu não ficava refém dos albergues sempre cheios.

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Vai caminhante antes do dia cansar

Passei pelas belas cidades de Nájera e Santo Domingo de la Calzada, antes de chegar a Grañon, onde caí com minha bicicleta e tive problemas na hora de fixar a roda dianteira que fora danificada. Pretendia seguir adiante pedalando, mas era bem dificil, sem contar que a bicicletaria mais próxima ficava em Burgos, a mais de 60km dali. Optei por posar em Grañon e tentar reparar os danos com as ferramentas que eu tinha. Na vila conheci um argentino, de nome Juanjo, que tentou me ajudar, sem sucesso. Ele partiu e eu fiquei, chegando a conhecer um casal de belgas que também tinham algum conhecimento na mecânica de bicicletas, mas não puderam fixar a minha.

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Vista da pequena cidade de Grañon

Esta parada tinha tudo para ser um desastre, mas encontrei um albergue paroquial e a noite foi incrível. Havia mais de 50 pessoas em apenas 2 dormitórios sem camas, todos dormiam em colchonetes dispostos lado a lado no chão. Por ter chegado tarde e viajar de bicicleta (a prioridade nos albergues é para quem viaja a pé e sozinho), fiquei com o pior colchonete, perto da porta do quarto, na passagem para o banheiro. Essa foi a parte ruim. A parte boa é que conheci muita gente interessante, fizemos uma ceia comunitária, houve cânticos e agradecimentos por parte dos peregrinos, e café da manhã comunitário na manhã seguinte. Uma experiência bastante interessante que se aproximava muito da ideia que eu tinha do Caminho de Santiago.

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Vista a partir da torre paroquial em Grañon

Parti cedo e segui em direção a Burgos, ora empurrando a bicicleta, ora tentando pedalar, quando a pista era boa e minha bicicleta agora torta permitia. O acidente que sofrera na tarde anterior me obrigara a fazer boa parte do percurso a pé, o que me possibilitou sentir um pouco na pele a experiência da maioria das pessoas que fazem o caminho. Tive que tirar o freio dianteiro para pedalar e ir com muito cuidado, pois acima de 15km/h a bicicleta tremia toda em virtude da roda dianteira torta. Após dois dias incríveis de muita superação, cheguei na cidade de Burgos, onde encontrei uma bicicletaria e tentei a solução mais barata. O bicicleteiro desentortou a roda no joelho, alinhou ela o melhor que pôde e me alertou sobre os riscos de seguir dessa maneira. Paguei EU10,00 pelo reparo, acreditando ser a melhor solução, já que uma roda nova da marca mais barata custaria EU50,00. A essa altura da viagem, meu orçamento possibilitava um gasto de apenas EU12,00 por dia!

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Catedral em Burgos

Após o reparo desastroso meu pneu passou a furar com certa frequencia. Aquilo era muito estranho já que utilizava os pneus alemães da marca Schwalbe, modelo Marathon Plus, extremamente espessos e muito resistentes aos furos, que não me causaram nenhum problema em mais de 6 mil quilometros rodados. Percebi que estavam furando de dentro pra fora e parei umas duas ou três vezes para remendar a câmara, lixar as rodas (tentando alisar qualquer rebarba), proteger a câmara da ponta dos raios com fita isolante e fazer uma infinidade de gambiarras que não resultaram em nada. A viagem seguiu aos trancos e barrancos, e agora eu tinha que suportar também as mudanças do tempo, que transformavam um calor de quase 40 graus em dias de chuva intensa e constante. Nesse trecho vi muitos peregrinos desistirem dizendo que voltariam para suas casas.

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Enquanto isso, na contra-mão….

Embora não estivesse nos meus planos, encontrei um pequeno albergue paroquial no meio das montanhas, numa região chamada Arroyo San Bol. O estabelecimento era bem pequeno e já estava cheio. Conversei com o hospitaleiro para sondar se eu poderia acampar no lado de fora e utlizar apenas o banheiro do albergue, já que ao lado do albergue havia uma placa dizendo que o camping ali era proibido. O hospitaleiro deu de ombros e afirmou que não poderia dizer que sim ou que não, então perguntei se ele se incomodava e ele respondeu negativamente. Armei minha barraca debaixo das árvores e logo conheci peregrinos da Bulgária, Romênia, Alemanha e Estados Unidos, além de alguns espanhóis.

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Seguindo as indicações do Caminho

Na manhã seguinte o tempo parecia melhor, não havia chuva e por descuido não protegi completamente minha bagagem. Em pouco tempo a chuva chegou e foi o suficiente para encharcar meu saco de dormir. A poucos quilometros dali estava a cidade de Castrojeriz, uma vila encantadora com igrejas góticas puras, ruínas e um convento. Ao conversar com uma moradora da cidade descobri que as freiras do convento possuíam uma lavanderia e uma lojinha de doces, que geravam a renda para sustentar o local. Me dirigi ao estabelecimento na esperança de que elas pudessem secar meu saco de dormir, e se o trabalho demorasse eu acamparia por ali mesmo, até que a chuva diminuísse. As irmãs do convento me receberam muito bem, secaram meu saco de dormir, me ofereceram leite quente e biscoitos, além de me presentear com um casaco quentinho e a Tau, um amuleto utilizado por São Francisco representando a última letra do alfabeto hebreu, em formato de cruz.

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Cemitério na pequena e charmosa Castrojeriz

Saí do convento extremamente realizado e notei que cada dia que passava eu voltava a acreditar na humanidade. Acampei em Castrojeriz e no dia seguinte, mesmo com chuva, segui meu caminho. Passei por Fromista, Carrion de los Condes, Calzadilla de la Cueza, Sahagun, El Burgo Ranero, Mansila de las Mulas entre outros tantos vilarejos, antes de chegar em Leon. A capital da província de mesmo nome e comunidade autônoma da região de Castilla Y Leon é uma cidade fortificada, com uma das igrejas góticas mais lindas que eu já vi. Os muros que circundam o centro histórico estão incrivelmente conservados e quando passei por lá havia uma feira medieval, com pessoas vestindo trajes típicos e vendendo as iguarias mais tradicionais da região. A cidade conta ainda com alguns prédios construídos por Gaudí, o mais famoso arquiteto catalão.

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Sahagun, conhecida como o centro do Caminho

Saindo de Leon encontrei no caminho as cidades de Hospital de Órbigo e Astorga antes de iniciar a subida mais pesada do caminho francês. O ponto mais alto do caminho é a famosa Cruz de Hierro, a 1500m do nível do mar. Não chega nem perto dos 2500 que atingi nas montanhas do Grand San Bernard (entre a Itália e a Suíça), mas a subida é dura e a chegada ao topo um prêmio incrível. Na descida em direção à Ponferrada meu pneu estourou quando pedalava a mais de 40km/h. Tive muita sorte e até hoje não entendi como não me arrebentei. Dali segui empurrando a bicicleta até um pequeno vilarejo, já que minhas câmaras reservas já tinham ido pro saco e o tamanho do rasgo na câmara impossibilitava qualquer remendo. Chegando em Molinaseca encontrei um grupo de ciclistas espanhóis que conhecera naquele mesmo dia, poucos quilometros para trás na Cruz de Hierro. Um deles estava com um carro e me deu carona até Pontferrada, onde comprou duas câmaras novas para mim e fez questão de pagá-las. Por volta das 10 horas da noite já havia retornado a Molinaseca e arrumado minha magrela. Acampei no gramado de um albergue municipal, curtindo a primeira noite estrelada após mais de 5 dias de chuva.

Parte da face sul da Catedral de Leon

Saí de Molinaseca, passei por Ponferrada, Cacabelos, Vilafranca del Bierzo, Trabadelo e Triacastela, antes de chegar em Sarria, onde após mais um pneu furado finalmente comprei uma roda nova para a magrela. Pedalar sem sentir segurança no Camelo é desastroso e compromete demais o rolê. Após sair de Sarria com a bicicleta reparada a viagem foi bem melhor, mesmo com outras boas subidas. Neste momento eu já estava bem próximo de Santiago de Compostela e o número de peregrinos aumentava consideravelmente a cada quilometro. Percebia inclusive muitos grupos, principalmente de idosos, que viajavam de ônibus fazendo paradas estratégicas em algumas cidades para caminhar, e depois retornavam aos ônibus para seguir para a próxima “parada”. Nada contra quem faz a viagem desta maneira, acredito que é válido para quem não tem condições de percorrer todo o caminho a pé, mas o fato é que ao se aproximar de Santiago tudo ficava mais cheio e concorrido.

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Vale na descida Cruz de Hierro/Molinaseca

O clima de euforia que toma conta dos peregrinos na chegada a Santiago é mesmo contagiante. Já na entrada pessoas se aglomeram perto da placa com o nome da cidade para tirar fotos, antes de seguir em direção à Catedral. Abraços, beijos, acenos e comprimentos por toda a parte convivem com a ideia de que algo muito grande foi conquistado. Para a maioria dos peregrinos aquele era o ponto final de suas viagens e acho que por isso eles tinham uma sensação diferente da minha. Na manhã seguinte eu seguiria em direção a Portugal, e por isso ainda não estava com a sensação de “dever cumprido”. Ao contrário do que fizera até então, procurei um quarto individual no Seminario Menor, um antigo seminário que hoje é de administração privada e funciona como albergue. Minha ideia era ter um dia de bom descanso para seguir a nova etapa, o Caminho Português, que no meu caso seria percorrido no sentido inverso. As 19h30 fui até a Catedral assistir à missa em homenagem aos peregrinos, tomei uma cerveja em um boteco na Praça da Universidade e fui dormir, sem conseguir saber direito o que era fadiga do que era êxtase.

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Nuvens e castelo em Ponferrada

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Mesmo castelo, outro ângulo, 5 minutos antes. Picasa?

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Resultado da explosão do bico e corte na câmara, que eu sei lá como aconteceu, na descida da Cruz de Hierro, a 40km/h

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Refugio de montaña

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na região de Pedrafita do Cerbeiro

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Monumento ao peregrino

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Bom dia maçãs e neblina

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Dona Francisca e Seu Tiago

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Trolando Santiago

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Catedral de Santiago de Compostela – românica com elementos góticos, renascentistas e barrocos

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Seminário Menor

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20 responses to “Santiago de Compostela – O Caminho Francês

  1. Muito interessante, Eduardo,

    captou bem os detalhes características e o clima mental da via famosa!
    Quanto à câmara rasgada, meus 20 centavos: A queda deformou também a “boca” do aro, o angulo de sua abertura, permitindo que a câmara saísse entre a parede do aro e o pneu. Acontece com alta pressão e em certa altitude (que permite aumento do volume da câmara). Na queda, a sede da valvola, provavelmente já estressada, cedeu, e a câmara rasgou tb no ponto dela.
    Aconteceu igualzinho na minha Peugeot antiga. Com 80 psi e forte sol no pneu (câmara nova Michelin e pneu novo Panaracer!). O formato do rasgo foi o mesmo!

    Quando em SP, entre em contato!

    Abraços
    Wolf

  2. Olá Eduardo,
    Estou a planear iniciar o caminho francês em Setembro, saíndo de Portugual.

    Gostava de conhecer melhor a sua experiência com o camping.
    Houve algum incidente chato? Você acampou sempre em zona reservadas? Recomenda?

    Boas aventuras

    • Olá, Paulo, boa tarde.
      Que legal que você vai fazer o caminho de Santiago, tenho certeza que você irá curtir.
      Sobre o camping, eu passei mais da metade dos dias acampado, ora em campings, na beira de rios, em casas abandonadas e até atrás de um posto de gasolina, na beira da estrada. Não tive um incidente sequer, nenhuma situação desagradável quanto ao camping. Uma dica importante é sempre que você for acampar ao ar livre, montar sua barraca perto do anoitecer e acordar bem cedo. Nunca passar mais de uma noite no mesmo lugar pois alguém pode achar ruim e chamar a polícia. Na maioria dos países o camping selvagem não é permitido, porém geralmente ele é tolerado, desde que você fique por apenas uma noite.
      Espero ter ajudado e que você aproveite o caminho.
      Um grande abraço e bom giro

      • Olá Eduardo,
        Fiz o caminho Português (250Km) em Maio e foi uma experiência soberba, no entanto pernoitei em albergue apenas uma noite. Deu para experienciar o fenómeno “roncador” 😀

        Para o caminho francês estou mais preocupado com a logística: não quero levar muito peso para poder disfrutar mais da bike. Estava a pensar levar apenas um saco cama daqueles tipo casulo (com colchão incorporado e impermeáveis).

        As suas dicas são úteis e em qualquer cenário vou levar a tenda para não ter a pressão de encontrar um albergue ainda com vaga.

        Boas pedaladas,

  3. Pois é, Paulo, também passei por isso e confesso que na maioria das vezes que dormi em albergues sentia saudades da barraca, mas as experiências em albergues paroquiais foram muito ricas. Para acampar eu levei comigo também um pequeno travesseiro inflável – não pesa nada e quase não ocupa espaço, mas para quem vai passar muitos dias pedalando e acampando pode ser importante. Um pequeno fogareiro, uma panelinha e muita água! Carregava 3 garrafas de 1 litro, para ter bastante autonomia, ou seja, água para cozinhar, escovar os dentes, fazer café pela manhã, etc.
    Espero ter ajudado, aproveite a trip e bom giro!.

  4. olá Eduardo
    eu li sua história toda muito legal mesmo.
    eu quero uma listra de materiais para a minha bicicleta
    e outro materiais de reserva que vão precisar.
    eu te agradeço muito pela sua ajuda.
    boas pedaladas.

  5. valeu pela ajuda de vcs
    e o que vcs acham disso
    Itália,Roma passar pela Suiça passar pela França,Paris depois Bélgica
    Holanda, Alemanha e outros paises
    vcs profissional nisso, vcs acham isso dificil.
    e vcs acham que uma pessoa de 18 anos consegue percorre essa estrada todo.
    tenho muitas perguntas pra vcs, eu estou estudando muito sobre isso
    e agradeço a ajudas de vcs.

    • @Vinicius Você consegue fazer aquilo que quiser, o importante é encontrar o seu ritmo, um com o qual se sinta confortável.

      É importante perceber o seu corpo e limites físicos, sendo que a única forma é praticando.
      Ande regularmente de bicicleta até perceber quantos Kms consegue percorrer por dia e com que regularidade.

      Para o Caminho Francês o meu objectivo diário eram 80Km durante 10 dias consecutivos (não esquecer que o cansaço se vai acomulando).

      De quantos Kms estamos a falar na rota “Itália,Roma passar pela Suiça passar pela França,Paris depois Bélgica
      Holanda, Alemanha e outros paises”?

    • “eu pretendo começar com uns 20 km por dia.
      depois 50 km por dia.”

      20Km/dia parece-me bem pouco. Você anda regularmente?

      “vc tem algum amigo ou amiga que gostaria de ir”

      Embora não seja impeditivo, não me encontro no Brasil. A rota está definida como no Caminho Francês que você tem infraestrutura de apoio ao bici/peregrino ou terá que encontrar alojamento, alimentação etc..?

      Quanto tempo você quer ficar na estrada?

  6. meu colégio é na mesma cidade mais é longe da minha casa ai eu vou de bicicleta todos os dias.

    eu gostaria muito em ter uma companhia para minha viagem.

    eu sei que é dificil mais quero então eu vou conseguir.
    eu quero muito rodar o mundo de bicicleta.
    então só vou voltar para casa quando eu conseguir meu sonho.

  7. Caraca!!!! tô ficando encantada com isso tudo…
    Meu sonho de adolescente tá voltando… Caminho de Santiago de Compostela.
    Andei feito camela na última viagem à Itália, Espanha, mas tô vendo seu blog e tô me enchendo de coragem pra mudar o rumo. PARABÉNS!!!

  8. Ola Eduardo… fiz Compostela. duas vezes. 2014 e 2015. Sonho fazê-lo novamente em 2018. e sonho fazê-lo mais mais mais vezes. e o farei. com certeza. lendo seu relato e vendo suas fotos, me vi novamente no caminho… eita coisa que pega na alma. SFU. Esiopoeta, Oriente de Piracicaba. sp. esiopoeta@bol.com.br

    • Que bom que gostou dos relatos, Esiopoeta! É uma alegria muito grande poder compartilhar estas experiências. Grande abraço

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