Lisboa de bike

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Verso de Os Lusíadas, de Camões

Depois de atravessar a fronteira entre Espanha e Portugal e pedalar pelas não tão seguras estradas lusitanas, passando por Coimbra, Fátima e Porto, cheguei finalmente ao Vale de Santarém, distante aproximadamente 70km da capital. Em Lisboa me hospedaria na casa de uma amiga e por ter remarcado minha chegada uma porção de vezes, preferi tomar um trem do Vale de Santarem a Lisboa para não me atrasar novamente. Nem preciso dizer que no trem a bicicleta vai muito bem, obrigado.

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Mosteiro dos Jerônimos

Desci do vagão na maior cidade portuguesa e o clima estava extremamente agradável. O tempo nublado dava a sensação de que a chuva viria qualquer momento, um ar fresco pairava na cidade acompanhado de vez em quando por fortes ventos. Pedalei um pouco pela margem do Tejo, que possui uma ciclovia interessante, pelo menos em alguns trechos (do Cais de Sodré à Torre de Belém). Mais tarde descobri outras ciclovias muito interessantes na cidade, que acessei pelo Campus da Universidade e segui por uma infinidade de parques e praças.

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Marques de Pombal

A cidade é encantadora, suas ruas de paralelepípedo e as construções antigas estão em ótimo estado e especialmente para quem é brasileiro, têm muita história para contar. Nos poucos dias que fiquei em Lisboa fiz praticamente todos meus deslocamentos de bicicleta e pude notar que apesar da pouca infra para ciclistas, existe uma preocupação crescente com esse modal que pode ser vista não apenas nas ciclovias, mas em algumas rotas marcadas com o desenho da bicicleta no chão. Já a relação entre os motoristas e ciclistas está apenas começando e você pode sentir na pele as consequências de anos de negligência que a bicicleta foi tratada.

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Torre de Belém

É claro que nada disso é desculpa para encostar a magrela. A bicicleta continua sendo o melhor meio de conhecer a cidade, seja ela Amsterdã, Lisboa ou São Paulo, independente do relevo (Lisboa, por exemplo, possui muitas subidas e descidas!). Mesmo com pouco tempo pude conhecer o Mosteiro dos Jerônimos, a Torre de Belém, a orla do Tejo, a Praça do Marques de Pombal, o Castelo de São Jorge entre muitos outros pontos turísticos. A gastronomia também merece destaque, já que além dos doces, a cozinha portuguesa tem muito a oferecer, e não sai caro.

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Monumento aos navegantes

Uma opção bacana de passeio na região é sair de Lisboa e pedalar até Cascais, num pedal de 28km que pode ser feito seguindo o Tejo até depois do seu encontro com o mar. Cascais tem apenas 35 mil habitantes, é extremamente charmosa e antigamente era o destino da família real portuguesa durante o verão. Ainda hoje se vê o centro antigo cercado por muralhas à beira mar.

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A famosa ponte 25 de Abril

Pedalando mais 15km a partir de Cascais você pode chegar até o Cabo da Roca, a ponta mais ocidental do continente europeu. O trecho de Lisboa a Cascais também pode ser feito de trem. O Cabo da Roca é lindo e vale a pena a investida. De volta a Lisboa só me restava aguardar o fatídico dia do embarque, já morrendo de saudades de tudo que passei.

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Cabo da Roca

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Cabo da Roca

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