Busão sem noção na Mogi-Bertioga

Tipologia dos ônibus da Breda

Identidade visual do meliante – cuidado, não se aproximar sem reforços

FATO OCORREU DIA 04/01/15 POR VOLTA DAS 10A.M. VEÍCULO PLACA:EPU-6947

Em 2013 havia escrito um post sobre a descida da Mogi-Bertioga em bicicleta. Naquela ocasião eu não recomendava esta estrada para quem estivesse descendo sozinho, já que na serra há apenas uma única faixa para quem desce e os veículos pressionam e tentam, a todo momento, te tirar da pista.

Em janeiro de 2015 eu refiz, sozinho, a descida da Mogi-Bertioga. Saí de SP bem cedo (5A.M), até a estação Pinheiros da CPTM. Peguei o trem até Mogi e de lá pedalei até a baixada. Sem novidades, não fossem as inúmeras finas educativas e pressão sofrida por todo tipo de veículo.

Desta vez eu desci com uma GoPro acoplada ao meu capacete, para tentar ilustrar melhor o que eu dizia – que esta não é uma boa rota pra quem desce sozinho. A estrada é linda, o rolê de dificuldade moderada pode ser uma ótima pedida pra quem vai em grupo, mas após esta nova experiência não mudo minha opinião: todo cuidado é pouco pra quem viaja sozinho.

Destaquei abaixo, em vídeo, um trecho onde fui seriamente ameaçado por um ônibus da companhia Breda, e logo na sequencia por mais dois automóveis de passeio. Quando estou pedalando na estrada é comum eu olhar para trás para ver se algum veículo grande se aproxima. Quando vi que um ônibus descia em alta velocidade já fiquei apreensivo, mas como a pista não conta com acostamento, optei por garantir minha segurança pedalando pelo meio da faixa. Esta prática não é nenhuma novidade, e você pode ver uma ótima explicação para este comportamento neste post do Willian Cruz no Vá de Bike.

Ao se aproximar, o ônibus passou a me pressionar com buzinadas e freando bem próximo de mim (sim, eu sei qual o som da freada de um ônibus sem precisar olhar para trás). Até um condutor de um veículo que subia a serra deu sinal de luz, me alertando que havia um motorista irresponsável, inconsequente e no mínimo desrespeitoso, pra não dizer criminoso, atrás de mim. Não é fácil segurar um busão na descida da serra por muito tempo, embora eu soubesse que se desse uma brecha ele iria passar, possivelmente me jogando pra fora da pista.

E foi o que aconteceu. Receoso de que se eu cometesse qualquer deslize pudesse ser jogado diretamente pra baixo de um ônibus sedento pelo meu sangue, decidi dar passagem para ele, em um trecho que, embora fosse proibida a ultrapassagem, ele ainda poderia mudar de faixa, ou ao menos tomar uma distância segura, para realizar a manobra. Ao invés disso o motorista buzinou novamente e fez a ultrapassagem a menos de 20cm do meu guidão, e fechando pra cima de mim. Além de perder a estabilidade a manobra dele me fez perder um pouco da razão, meu coração veio pra boca e eu só podia xingá-lo.

Logo na sequencia, e para isso eu não estava mais preparado, vieram dois outros veículos, de passeio, um passando mais perto do que o outro. Não pude evitar o xingamento e nessa hora eu fui tomado por uma sensação horrível, que só não me levou ao pior pois tive sangue frio de encostar no primeiro descanso da pista e esperar a adrenalina passar.

Depois do susto, do medo e da adrenalina, segui viagem. Já no trecho de baixada outros tantos carros forçavam sua passagem pra cima de mim, mas nem de perto senti tanto medo quanto na serra. Ainda assim, próximo à Bertioga outro ônibus da mesma companhia tirou nova “fina educativa”. Nenhuma surpresa pra quem pega a estrada de bike, mas fica a lição: sempre que você ver um ônibus da empresa Breda, saiba que ali provavelmente estará um motorista despreparado e sem o menor respeito pela vida.

Veja no vídeo abaixo o trecho da serra onde o busão e mais dois veículos tiram uma fina absurda da minha magrela:

O fato ocorreu por volta das 10h00 do dia 04/01 e a placa do busão é: EPU-6947

Até a próxima e bom giro!

 

 

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2 responses to “Busão sem noção na Mogi-Bertioga

  1. Putz, Eduardo,
    seu lado freudiano me preocupe: à busca da morte e ainda por meio da Breda danada. Odeio por experiência propria (multipla) na Imigrantes e na Pedro Taques.

    Abração
    Wolf

    • Então não com o que se preocupar, Wolf, não estou à busca da morte – me encanta muito mais o caminho (a vida) do que o destino (invariavelmente a morte) – motivo pelo qual tenho optado por fazer meus deslocamentos em velocidades humanas. Já ouvi outros relatos com relação a esta companhia e só tenho a pensar que devem se tornar públicos, não para que isso seja louvado, mas combatido. grande abraço!

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